Um percurso histórico sobre o combate à hanseníase na Fortaleza do início do século XX é o tema do livro da historiadora Zilda Maria Menezes

domingo, 28 de junho de 2009


Ensaio sobre a lepra
Um percurso histórico sobre o combate à hanseníase na Fortaleza do início do século XX é o tema do livro da historiadora Zilda Maria Menezes Lima

No filme “Ensaio sobre a cegueira”, de Fernando Meirelles, uma multidão de pessoas são levadas a abrigos onde ficam isoladas da população “normal”. Por conta do desconhecimento médico sobre as causas da enfermidade, a primeira ação dos governos é evitar que outros sejam contaminados. A cena fictícia, baseada na obra de José Saramago, bem que podia figurar somente nas telas de cinema, porém, na realidade, chegou a ser assistida pelos fortalezenses durante o século passado, após os primeiros registros da lepra, hoje conhecida como hanseníase.

Quem registra tudo é a professora Zilda Maria Menezes Lima, no livro “Uma enfermidade à flor da pele: a lepra em Fortaleza (1920-1937)”. A obra, que será lançada hoje no Museu do Ceará, é a primeira parte da tese de doutorado da historiadora, intitulada “O Grande Polvo de Mil Tentáculos: a lepra em Fortaleza (1920/1942)”, sobre o processo de combate à moléstia milenar, que ainda hoje afeta pessoas, independente de etnia, sexo ou segmento social.

“Minha inquietação era entender como a doença foi abordada historicamente, partindo da divulgação dos casos por periódicos, principalmente através do jornal O Nordeste”, explica. Segundo Zilda, um clima de terror pairava sobre a cidade, onde doentes circulavam em “promiscuidade com a população sadia”, nas palavras de membros da sociedade da época.

Atualmente, o Brasil adota a nomenclatura hanseníase, com a intenção de evitar preconceito e pânico entre a população. A enfermidade tem cura, por meio de tratamento em período relativamente curto, em torno de seis meses, se detectada em estágio inicial, ou em dois anos ou mais dependendo do grau de evolução da doença.

Pioneiro

Barão de Studart, no século XIX, registra os primeiros casos da enfermidade de que se tem notícia no Ceará, em artigo publicado na Revista da Academia Cearense de Letras, em 1897, onde afirma que a doença chegou ao Brasil através dos colonizadores, durante o século XVI. “No estudo, são apontadas as origens dessas pessoas. Foi o pontapé inicial, que acabou servindo como argumento do Barão quando disse que ninguém tinha lhe dado ouvidos no momento em que a doença começava a se alastrar”.

Já a partir de 1920, a Igreja Católica tem grande participação no apoio aos mais necessitados, de acordo com a pesquisadora, promovendo campanhas e alertando os jornais para a necessidade de informar a população. Após o alarde, é construído, em 1928, o primeiro leprosário no Ceará, que, em verdade, funcionava como asilo onde os doentes ficavam isolados do convívio social.

Localizado em Redenção, o prédio recebeu o nome de Antônio Diogo, médico que teve importante atuação na pesquisa para combater a enfermidade. “Ainda hoje, o centro funciona abrigando, agora, pessoas que exibem graves sequelas da hanseníase. Embora curados, ainda é grande o preconceito”, revela.

Nova fase

Em 1930, a saúde pública passa por uma nova fase e, com ela, começam a ser discutidas questões da saúde pública, incluindo a hanseníase. “Nesse momento, são construídos leprosários com mais estrutura para contabilizar o número de enfermos. Lá, também se fabricava o chamado óleo do chalmoogra, que já era utilizado na Índia para disfarçar as feridas na pele, embora não tivesse nenhum poder curativo”.

De acordo com a historiadora, o local acolhia pessoas de baixa renda. Os mais abastados eram mantidos em casa, em quartos isolados. Após o Golpe do Estado Novo, em 1937, esse quadro mudou. Através de uma política autoritária, todos eram isolados no centro. As famílias mais ricas, com o intuito de separar os parentes do restante dos doentes, construíam casas particulares dentro do prédio.

A partir de 1940, uma nova esperança surge para os enfermos dos grandes centros do País: as chamadas sulfonas. No Ceará, somente dez anos depois, é que o remédio passa a ser oferecido à população, distribuída pelo Ministro da Educação e Saúde, à época, Gustavo Capanema. “Minas Gerais e São Paulo eram os estados com o maior número de enfermos. No Ceará, o número era grande, mas não justificava tamanho alarde”. Segundo Zilda, as sequelas físicas, a característica contagiosa da doença e o desconhecimento das causas etiológicas somavam fatores para aumentar o preconceito e o medo das pessoas em contrair a enfermidade bíblica.

Apesar da importância da pesquisa, que de acordo com a historiadora, é pioneira no Estado em abordar a doença no campo da História, Zilda confessa que ainda é grande a desinformação e o preconceito com relação à hanseníase. “É dever dos meios de comunicação, e principalmente da televisão, informar a população sobre os tipos de tratamento, o qual hoje após duas ou três semanas faz com que a doença não seja mais contagiosa”.

Discursos

De acordo com Zilda, a enfermidade já foi alvo de diversas interpretações ao longo da história. Na Antiguidade, um sacerdote diagnosticava e dava instruções a respeito da doença. Na Idade Média, a Igreja Católica era responsável pelo trabalho. Somente a partir da Modernidade, o olhar médico domina a cena. “Antes disso, ter lepra significava ser atingido por Deus em virtude de pecado ou alguma falta grave cometida”, explica

A pesquisadora ainda antecipa a realização de um projeto do Museu do Ceará, com o qual se pretende fazer um trabalho de organização, restauração e catalogação de documentos antigos do leprosário Antônio Diogo, onde existem prontuários e fotografias da época. “Já iniciamos o processo. Ficarei responsável pela parte histórica. A intenção é transformar a antiga administração do prédio em um museu”, revela.

TRECHO

´A hanseníase continua sendo um problema de saúde pública nos países em desenvolvimento (...) As explicações para a persistência de uma moléstia considerada erradicada do mundo civilizado são as mais variadas: deficiência de informações, baixa cobertura dos programas de tratamento, deficiência de capacitação de recursos humanos nas unidades de saúde, alto índice de abandono de tratamento, dificuldade de controle e supervisão dos programas em funcionamento, além da baixa prioridade em relação a outros problemas de saúde pública, considerados mais urgentes.

Por mais que pretenda-se afastar a hanseníase dos sentidos que lhe foram imputados historicamente, a incapacidade da ciência médica em promover a sua extinção e mais que isso, por não ter conseguido apagar em muitos casos as suas marcas físicas, mesmo promovendo a sua cura, deram a essa enfermidade um caráter estigmatizante que, mesmo em nossos dias, expõe seus portadores a preconceitos inaceitáveis.

Entende-se que o estigma que ainda hoje cerca essa doença está relacionado às suas características clínicas. As manifestações externas da hanseníase acabaram compondo um conjunto complexo de reações na sociedade e no doente pelas deformidades e incapacidades resultantes de sua evolução sem tratamento, pela evolução crônica e de longa duração, pelo prolongado período de incubação e início silencioso, pela alta endemicidade e associação com baixos padrões de vida e pela aparente incurabilidade´.

Uma enfermidade à flor da pele - A lepra em Fortaleza (1920-1937), páginas 176-177, 2009.

A AUTORA

Currículo Zilda Maria Menezes Lima é licenciada em História (Universidade Federal do Ceará), Especialista em Teorias e Metodologias da História (Universidade Estadual do Ceará), Mestre em História do Brasil (Universidade Federal de Pernambuco) e Doutora em História Social (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ministrou aulas no Ensino Médio em várias escolas da rede particular de Fortaleza e em 1994 iniciou suas atividades acadêmicas na FAFIDAM (campi da Universidade Estadual do Ceará em Limoeiro do Norte), onde além da atividade docente foi vice e coordenadora do curso de História. Atualmente é professora da Universidade Estadual do Ceará (campi de Fortaleza) na área de Teorias e Metodologias da História e História da Saúde e das Doenças no Brasil e no Ceará.

LIVRO

Zilda Maria Menezes Lima

R$ 10
243 PÁGINAS
2009
MUSEU DO CEARÁ

Uma enfermidade à flor da pele: a lepra em Fortaleza (1920-1937)

Mais informações:

Lançamento do livro ´Uma enfermidade à flor da pele - A lepra em Fortaleza (1920-1937)´.
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Aulas on line

sábado, 23 de maio de 2009


Link muito interessante para quem tem interesse de aprender:

http://www.curso-objetivo.br/vestibular/atualidades_online.aspx
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Passado, Presente e Futuro: Caetano Veloso X Noel Rosa

sexta-feira, 15 de maio de 2009


A polêmica é excelente! Caetano realiza uma análise extremamente contundente sobre "Feitiço da Vila", composição de Noel Rosa. Assim, vale pensar: o que sua letra pode nos ensinar sobre as relações raciais no Brasil?

http://www.youtube.com/watch?v=JITbSJWLJJE
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Lançamento da biblioteca on-line da União Européia

quarta-feira, 25 de março de 2009


A biblioteca multimedia on-line da Europa, chamada "Europeana", já está acessível ao público, que poderá acessar mais de dois milhões de obras (livros, mapas, gravações, fotografias, documentos de arquivo, pinturas e filmes) dos 27 Estados-membros da União Européia. Acessivel, em todas as línguas da UE, em: http://www.europeana.eu.
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Novo endereco da Livraria FGV


A Fundacao Getulio Vargas tem o prazer de informar o novo endereco virtual da Livraria FGV: www.fgv.br/livraria-rio.
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MEC : Programa Inscreve para Bolsas em Todo o Brasil

segunda-feira, 23 de março de 2009


ATENÇÃO

INFORMO QUE ESTE É UM SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA. NÃO RECEBO CVS EM MEU EMAIL E NÃO ME RESPONSABILIZO PELO CONTEÚDO DOS ANÚNCIOS.
Fonte: JC Concursos

MEC
Programa inscreve para bolsas de R$ 300

A Secretaria de Educação Superior (SESu), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), inicia, a partir da segunda quinzena de março, as inscrições para o Programa de Educação Tutorial (PET).

Nesse trabalho, estudantes de cursos superiores de graduação formam grupos, com tutoria de um professor doutor, e estudam meios de aprimorar a formação de novos profissionais de acordo com a perspectiva cidadã, a partir da discussão de inovações na maneira de oferecer cursos de graduação. Com o programa, espera-se contribuir para a construção de profissionais com responsabilidade social e valores éticos.

Serão selecionados 30 grupos, com 4 alunos cada, perfazendo um total de 120 bolsistas. Os novos bolsistas receberão auxílio no valor de R$ 300 e os tutores, de R$ 1.394.

Atualmente há 400 grupos em instituições de ensino superior públicas e privadas de todo o país. São 4.274 alunos bolsistas e 400 tutores, um para cada grupo de pesquisa.

As inscrições estarão disponíveis, a partir de março, na página do MEC, http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12223:apresentacao-pet&catid=232:pet-programa-de-educacao-tutorial&Itemid=480.
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Mais uma boa indicação para quem gosta de pesquisa

sábado, 21 de março de 2009


Para os que gostam de pesquisar, lá vai o site do Arquivo Histórico Ultramarino

http://www.iict.pt/ahu/index.html
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Indicação de Revista Eletrônica


Muito interessante a Revista Eletrônica Almanack Braziliense!

www.almanack.usp.br
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Indicação de site sobre SCANDIA: HISTÓRIA E CULTURA DOS VIKINGS

terça-feira, 17 de março de 2009


Muito interessante para quem gosta do assunto:

http://groups.google.com.br/group/scandia
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"Dicionário de biografias científicas"

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009


A editora Contraponto publicou em 2007 o "Dicionário de biografias científicas", uma alentada obra em três volumes com centenas de biografias de pensadores, pesquisadores e cientistas das mais variadas áreas do conhecimento humano, indo desde a Matemática até a Psicologia, passando pela Astronomia, Física, Química, Biologia e Sociologia, além da Filosofia.

Apesar de um tanto salgado o seu preço, é uma obra excelente.

http://www.contrapontoeditora.com.br/produtos/detalhe.php?id=140
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Acesso on-line de arquivos da Torre do Tombo/Portugal - Inquisição

terça-feira, 16 de dezembro de 2008


O Arquivo Público Mineiro disponibiliza em sua página um link para o acesso on-line de arquivos da Torre do Tombo. O link abaixo refere-se aos processos inquisitoriais de Minas Gerais Colonial. Confiram no link abaixo:

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/wflinks/singlelink.php?cid=9&lid=59

Cordialmente,

Os editores.

Conselho Editorial
Revista Eletrônica Cadernos de História:
publicação do corpo discente do departamento de história da UFOP
www.ichs.ufop.br/cadernosdehistoria
Rua do Seminário, s/n - Centro
Mariana - MG
35420-000
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VIAGEM CULTURAL: SÃO JOÃO DEL REI E TIRADENTES - FÉRIAS DE JANEIRO


VIAGENS CULTURAIS - SÃO JOÃO DEL REI E TIRADENTES

Em janeiro, a Imagem Cultural dá continuidade à programação de viagens culturais, apresentando o curso de História da Arte "in loco", em São João Del Rei e Tiradentes. Estas cidades histórias de Minas Gerais apresentam o melhor da
produção artística do Brasil colônia. O lugar perfeito para estudar arte brasileira ainda impregnada pelos ideais do Barroco e do Rococó. Uma ótima dica para os apaixonados por arte e arquitetura.
Além das aulas com a Professora Juliana Rodrigues, o grupo poderá desfrutar da traqüilidade de um hotel fazenda do contato com a arte popular e com a tradicional gastronomia mineira.

VEJA ROTEIRO COMPLETO E VALORES NO SITE: Instituto de Artes Imagem Cultural
Mais informações pelo telefone: 2220-5243

Abraços,
Instituto de Artes Imagem Cultural
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Documentos raros resgatados

domingo, 14 de dezembro de 2008


Documentos raros resgatados
Após mais de 50 anos esquecido, o Arquivo Público e Histórico de Cristina,
no Sul de Minas, está sendo resgatado junto com a história de outros dez
municípios pertencentes à comarca daquela cidade - Carmo de Minas, Dom Viçoso, Virgínia, Olímpio Noronha, Conceição das Pedras, Natércia, Heliodora Pedralva, São José do Alegre e Maria da Fé.
O acervo permaneceu guardado, e praticamente esquecido, no porão da residência de Francisco Gomes Nogueira Filho – então tabelião do cartório de Cristina – por mais de cinco décadas, quando o antigo prédio do fórum foi destruído para construção de um novo. O material sofreu danos decorrentes da umidade e do mofo, além do manuseio e acondicionamento indevidos, o que provocou algumas perdas.
Quando tomou conhecimento do fato, o juiz de direito da Comarca, Luiz Fernando Rennó Matos, retirou a documentação do local e a transferiu para uma pequena casa alugada, onde ficou por mais de um ano. Por ser uma das cidades mais antigas de Minas, Cristina concentrou em sua comarca decisões importantes envolvendo todas as demandas processuais das áreas civis e criminais da região, constituindo seu acervo um importante patrimônio histórico. Por causa desta importância algumas pessoas da comunidade e pesquisadores de outras regiões, interessados em História, Direito e
Genealogia, passaram a solicitar que os documentos fossem disponibilizados
para pesquisa.
O grupo procurou o Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural que propôs a criação de uma Organização Não-Governamental (ONG) para cuidar de toda a documentação e, há quatro anos, com recursos financeiros do Fundo Estadual de Cultura, foi fundado o Centro de Documentação e Memória de Cristina “Luiz Barcellos de Toledo”. Hodgson Edmundo Rodrigues Castro, coordenador do projeto, informa que um historiador calculou 150 metros lineares de documentos, porém ao abrir as caixas percebeu-se que havia o triplo. “No acervo, estão, por exemplo, processos por devolução de escravos que não correspondiam às qualidades descriminadas por seus ex-donos, levantamentos do número de escravos em cada município pertencente à Comarca
de Cristina, e demandas diversas por divisas de terras”, revela Hodgson.
Atualmente o Arquivo Público e Histórico do município de Cristina está localizado em três salas, na Câmara Municipal, onde pode ser analisado por pesquisadores e estudantes. "A característica principal deste arquivo é a unidade pela qual os documentos se apresentam, ou seja, é um conjunto integrado de fontes de memória histórica, que possibilita o entendimento da transição do passado colonial para a nação independente que somos”, conta Hodgson.
Ubá também abre Arquivo Público Como Cristina, o município de Ubá, na Zona da Mata, também obteve verba do Fundo Estadual de Cultura para implantação do Arquivo Histórico Permanente do Município. O projeto foi elaborado pelo então secretário municipal de Administração e membro do Conselho de Patrimônio Cultural de Ubá, Evandro de Castro Doriguetto.
Em funcionamento desde 2007, o Arquivo é composto por documentos produzidos pela administração pública – Câmara e Prefeitura – durante os séculos XIX e XX. No acervo também podem ser encontrados 71 posteres em preto e branco produzidos em meados do século XX pelo arquiteto Fernando Afonso Carneiro Peixoto com o tema: “Ubá: Retrato de uma cidade” – um registro histórico da arquitetura da cidade, assim como dos eventos como casamentos, enterros, festas, bailes, formaturas, entre outros.
Segundo Beth Barros, da Divisão de Cultura, além da população de Ubá, a implantação do Arquivo Histórico é importante para os diversos municípios da região, principalmente aqueles que faziam parte do território ubaense, cuja história está registrada em boa parte do acervo que agora se encontra recuperado e preservado.
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Lançamento:Histórias, Culturas e Territórios Negros - Reflexões docentes para uma reeducação das relações étnico-raciais


Histórias, Culturas e Territórios Negros na Educação:

Reflexões docentes para uma reeducação das relações étnico-raciais


Alexandre do Nascimento, Amauri M. Pereira,

Luiz Fernandes de Oliveira e Selma Maria da Silva(org.)



Ana Paula Venâncio, Andréa Santos Pessanha,

Cláudia Fabiana de O. Cardoso, Helena Theodoro,

Janete S. Ribeiro, Maria Teresa S. Telles, Maria Cristina S. Cardoso, Patricia A. Siqueira, Patrícia Freitas



Kitabu Livraria Negra
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Estudos científicos refletem sobre o "fazer história"

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008


Estudos científicos refletem sobre o “fazer história”

O historiador e seu tempo, lançamento da Editora Unesp, discute a relação entre o historiador e sua capacidade de compreensão temporal dos sujeitos e das práticas, colocando em foco o debate historiográfico, metodológico e teórico que envolve seu trabalho. Fruto do XVIII Encontro Regional de História da ANPUH – SP (Associação Nacional de História – SP), reúne artigos que analisam autores icônicos da historiografia brasileira: Gilberto Freyre, Oliveira Vianna, Emília Viotti da Costa e Sérgio Buarque de Holanda.

No caso de Viotti da Costa, a própria autora revisita o seu Da Senzala à colônia, ligando a visão do passado ao retrato da época em que o escreveu, lembrando das condições de trabalho, as tendências da historiografia, dos debates metodológicos e das lutas políticas presentes à época de sua elaboração, há 40 anos. Elementos presentes neste clássico sobre a escravidão também são esmiuçados por outros dois pesquisadores.

Os organizadores estruturam os artigos tendo como foco o debate sobre o multifacetado fazer do historiador. São retratadas as questões relacionadas à produção de saberes culturais a partir das práticas docentes e a memória no âmbito escolar à luz de teóricos como Edgar Morin, André Chervel, Michel Foucault, Marcel Proust, Freud e Jung. Outro ponto abordado na obra é a relação entre o gênero e a cultura, focada principalmente na questão das mulheres, recontando a história da luta feminista e como ela estruturou novas relações, proporcionando uma nova visão dos dados historiográficos estudados. Além disso, há também estudos sobre a relação entre imprensa, poder e historiografia, revelando a relação dos mass media com a historiografia por meio de jornais e revistas do Brasil.

Sobre os organizadores – Antonio Celso Ferreira é doutor em História Social pela Unesp e leciona no curso de História na Unesp, no câmpus de Assis. Holien Golçalves Bezerra é doutor em História pela USP e leciona na Universidade Federal de Goiás. Tania Regina de Luca é doutora em História Social pela USP e leciona no curso de História da Unesp, câmpus de Assis.

Título: O historiador e seu tempo

Organizadores: Antonio Celso Ferreira, Holien Gonçalves Bezerra e Tania Regina de Luca

Número de páginas: 240

Formato: 16 x 23 cm

Preço: R$ 39
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Arquitetura Jesuítica

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008


*www.jaaa.pro.br/arquit.html*
Arquitetura e Arte

* Arquitetura Jesuítica *

- Projeto de Restauração da Igreja de São Francisco Xavier
http://www.jaaa.pro.br/prsfx/index.html

- Arquitetura das residências das fazendas jesuíticas, no Estado do Rio
de Janeiro, nos séculos XVII e XVIII: Análise de um discurso espacial
http://www.jaaa.pro.br/resid/index.html

- A Quadra Perfeita: um estudo sobre a arquitetura rural jesuítica
http://www.jaaa.pro.br/aquadra.html
Arquitetura Pós-Moderna

- O Templo Pós-Moderno http://www.jaaa.pro.br/tpm.html

Arte e Psicanálise

- Desejo, memória e ficção http://www.jaaa.pro.br/desejo.html (Esse
Obscuro Objeto do Desejo, de Luis Bunuel)
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Indicação de um ótimo blog sobre Patrimônio Cultural

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008


GRUPO DE PESQUISAS e ESTUDOS CULTURAIS: Patrimônio Cultural, Memória, Arte e Imaginário. Convite Visite o Blog: http://gpeculturais.blogspot.com/Espaço de divulgação e apresentação de idéias, perspectivas e reflexões sobre a dinâmica dos patrimônios bioculturais e das memórias sociais e naturais na sociedade contemporânea; na fase atual da 'virada cultural' do Capitalismo. Reflexões sobre sócio-antropologia da cultura, da arte e do imaginário.
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Blog sobre História

terça-feira, 18 de novembro de 2008


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Cemitério dos Pretos Novos

segunda-feira, 20 de outubro de 2008


Em uma casa construída no início do século XVIII, na Rua Pedro Ernesto, 36, na Gamboa, seus donos, Merced e Petruccio, resolveram realizar reformas. Durante as escavações, no ano de 1996, eles acharam um verdadeiro sítio arqueológico enterrado as seus pés.

Embaixo da estrutura do prédio havia um cemitério secular de negros vindos da África, que não resistiam à viagem e morriam antes de serem comercializados - o então desconhecido, Cemitério dos Pretos Novos.

Junto aos entulhos, foram encontrados fragmentos de crânios e ossos humanos dentre artefatos de cerâmica, vidros, metais e outras evidências arqueológicas. Ao comunicar o achado ao Centro Cultural José Bonifácio, situado na redondeza, o assunto foi diretamente transmitido ao Departamento Geral de Patrimônio Cultural, órgão da Secretaria de Cultura, que logo mandou uma equipe de profissionais da Prefeitura e do Instituto de Arqueologia Brasileira para confirmar o potencial histórico.

O local foi transformado em sítio arqueológico e, mais tarde, em Centro Cultural, visando manter viva não só a história da cidade do Rio de Janeiro, como também a do Brasil e da África.

Fonte: http://www.pretosnovos.com.br/cemiterios.html


Eu fui lá com o grupo da faculdade, fomos muuuuuuuuuuuuuuuuuito bem recebidos. Além da atenção, das informações, como se não batasse, fomos recebidos com carinho.
Essa casa que é tão importante para nossa história, para que entendamos e possamos passar para as futuras gerações o que estamos agora desvendando, está precisando de ajuda, do tipo descartáveis, material de limpeza...
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Indicação de fontes primárias

sábado, 18 de outubro de 2008


Grande parte dos documentos relacionados ao Conselho Ultramarino estão no Arquivo Histórico Ultramarino em Portugal.
Em todas as grandes bibliotecas do Rio de Janeiro podemos encontrar os arquivos digitalizados e microfilmados e agora não é mais necessário ir até Portugal para estudá-los.
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