HISTORIA NO BRASIL, N. 332, 06/08/2009

quinta-feira, 6 de agosto de 2009


Historia no Brasil, n. 332, 06/08/2009Editor : Celso Castro

1. Nucleo de Audiovisual e Documentario do CPDOC/FGV abre selecao para estagio
2. Curso de Licenciatura em Historia/CPDOC
3. Programa de Pos-Graduacao em Museologia e Patrimonio/UNIRIO
4. Revista/Chamada para artigo
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1. Nucleo de Audiovisual e Documentario do CPDOC/FGV abre selecao para estagio

O Nucleo oferece uma vaga para interessados em audiovisual que queiram aprender e exercitar tarefas de pesquisa, filmagem, edicao e os processos que cada uma dessas atividades envolve. O candidato deve estar matriculado entre o 3º. e o 6º. periodos em um curso de graduacao, ter coeficiente de rendimento (C.R.) maior ou igual a 7,0, ter conhecimentos (mesmo que minimos) em Final Cut, e enviar curriculos ate' 10/08 para [arbel.griner@fgv.br]. A selecao se dara' em 2 fases: prova escrita e entrevista com os candidatos que obtiverem nota igual ou superior a 7,0 (sete) na primeira fase. O estagio tem carga de 20 horas semanais e a remuneracao e' de R$ 350 (bolsa + transporte), com direito a almoco no restaurante da FGV.



2. Curso de Licenciatura em Historia/CPDOC


O CPDOC esta' lancando um novo curso de Licenciatura em Historia, a comecar em marco de 2010. O projeto do curso reflete uma perspectiva interdisciplinar, caracteristica do CPDOC. Ele foi integralmente baseado na tradicao de pesquisa e tratamento documental do CPDOC. Concebido e ministrado por seus pesquisadores, este curso de graduacao busca o cruzamento entre uma solida formacao teorica e as perspectivas praticas de pesquisa e ensino, constituindo um padrao formativo de professores-pesquisadores preparados para enfrentar os novos desafios da educacao - e da Historia em particular - aptos a vincularem as tradicoes de pesquisa e de manutencao e tratamento de acervos documentais da instituicao 'a pratica pedagogica critica e reflexiva. A filosofia da Escola se orienta para formar profissionais com uma solida base conceitual interdisciplinar, estimulados a desenvolver suas praticas profissionais no dialogo constante com as demandas oriundas da sociedade e dos novos instrumentos
disponibilizados pelos avancos das tecnologias de ensino e de transmissao de conteudos. O curso permite ainda ao aluno optar por cursar as seguintes linhas de estudos complementares: Historia do Brasil Republicano; Bens Culturais; Politica e Sociedade; e Relacoes Internacionais no Mundo Contemporaneo. As inscricoes vao ate' 28/9/2009, no site do Vestibular FGV: http://www.fgv.br/vestibular. O periodo de inscricoes com valores diferenciados vai ate' 13/8. mais informacoes sobre o curso podem ser obtidas tambem no Portal CPDOC: http://www.fgv.br/cpdoc


3. Programa de Pos-Graduacao em Museologia e Patrimonio/UNIRIO


A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e o Museu de Astronomia e Ciencias Afins (MAST) lancam edital para processo seletivo do Programa de Pos-Graduacao em Museologia e Patrimonio (PPG-PMUS), que oferece 15 vagas para o Mestrado. As inscricoes estarao abertas de 13/8 ate' 13/9/2009. Mais informacoes em http://www.unirio.br/cch/ppg-pmus/ ou coordenacaoppg-pmus@unirio.br, marcus@mast.br.



4. Revista/Chamada para artigo


- O Centro de Educacao e Assessoria Popular (CEAP) anuncia que esta' no ar o numero 2,volume 4, da revista eletronica Patrimonio e Memoria. Mais informacoes em http://www.assis.unesp.br/cedap/patrimonio_e_memoria/patrimonio_e_memoria_v4.n2/home4_2.html.


- A Revista Eletronica Cadernos de Historia lanca chamada de trabalhos para a edicao ano IV nº 2, com secao tematica de artigos Republica, Democracia e Cidadania e secao livre para resenhas, transcricoes comentadas, entrevistas e traducoes. O prazo para envio de trabalhos vai ate' 31/8/2009. Mais informacoes em http://www.ichs.ufop.br/cadernosdehistoria.
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Como fazer um Projeto de pesquisa

sábado, 2 de maio de 2009


Hoje resolvi ajudar aqueles estudantes que precisam de uma força e pesquisar umas fontes.

Projeto de pesquisa

Resumo

O presente texto apresenta aos alunos alguns aspectos formais de um Projeto de Pesquisa. A exposição dos diferentes capítulos que compõem referido projeto (introdução; objetivos; justificativa; metodologia e bibliografia) e de seu conteúdo têm por objetivo formular uma proposta de padronização para os diferentes cursos.

Palavras-chaves: metodologia, pesquisa científica, projeto de pesquisa

Abstract

This article presents to the students some formal aspects of a Research Project. The exposition of the different chapter’s which integrate a project (introduction, objectives, justification, method and bibliography) and its contents is designed to formulate a standardization proposal to various programs.

Keywords: methodology, scientific research, research project

Vale confessar previamente para evitar falsas expectativas: este pequeno texto tem pretensões muito modestas e objetivos meramente didáticos. Seus objetivos são apresentar ao aluno alguns aspectos formais do Projeto de Pesquisa, ao mesmo tempo em que são transmitidas certas informações que podem simplificar sua vida acadêmica.

Um Projeto de Pesquisa é composto de elementos pré-textuais, formado por capa e sumário; elementos textuais, compostos de Introdução, Objetivos, Justificativa e Metodologia; e elementos pós textuais, do qual fazem parte Cronograma e Bibliografia.

A atenção recairá, aqui, sobre os elementos textuais que compõem o projeto. Comecemos, pois, por alguns aspectos gráficos importantes. O texto do corpo do projeto deve ser redigido em fonte tamanho 12 e espaçamento duas linhas. A melhor fonte para os títulos é a Arial e para o texto a fonte Times New Roman ou similares com serifa, que facilitam a leitura de texto longos. O papel tamanho A4 é o recomendável.

As margens são as seguintes: esquerda, 4,0 cm; direita 2,5 cm; superior 3,5 cm; inferior 2,5 cm. As páginas devem ser numeradas no canto superior direito, tendo início naquelas referentes aos elementos textuais – capa e sumário não são numerados, muito embora entrem na contagem de páginas (Garcia, 2000).


Introdução

Nem todos os modelos de projetos de pesquisa incluem uma introdução. Muitas vezes passa-se diretamente aos objetivos. Mas é bom não esquecer de que quem lê um projeto lê muitos. É sempre conveniente, portanto, introduzir o tema da pesquisa, procurando captar a atenção do leitor/avaliador para a proposta. A redação, como nos demais capítulos, deve ser correta e bem cuidada. Uma leitura prévia e atenta de Medeiros (1999) poderá ajudar muito na hora de escrever o texto. Para as dúvidas mais correntes da Língua Portuguesa verificar Garcia (2000) e Martins (1997). Dicionários também são imprescindíveis nessa hora.

Na Introdução, é de se esperar que seja apresentado o tema de pesquisa. Escolher um tema é, provavelmente, uma das coisas mais difíceis para um pesquisador iniciante. Pesquisadores experientes costumam desenvolver técnicas de documentação do trabalho científico que lhes permitem não só extrair de seus arquivos tais temas como trabalhálos concomitantemente.

Mas um estudante de graduação geralmente não acumulou o volume de informações necessário para tal empreendimento. Um bom começo, portanto, é conhecer o que outros já fizeram, visitando bibliotecas onde seja possível encontrar monografias de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Tais trabalhos podem servir como fonte de inspiração, além de familiarizar o aluno com os aspectos formais, teóricos e metodológicos do trabalho científico.

A primeira regra para a escolha do tema é bastante simples: o pesquisador deve escolher um tema do qual goste. O trabalho de pesquisa é árduo e, às vezes, cansativo.

Sem simpatizarmos com o tema, não conseguiremos o empenho e a dedicação necessárias.

A segunda regra é tão importante quanto a primeira: o pesquisador não deve tentar abraçar o mundo. A tendência dos jovens pesquisadores é formular temas incrivelmente amplos, geralmente resumidos em uns poucos vocábulos: A escravidão; a Internet; A televisão; A Música Popular Brasileira; O Direito Constitucional; Os meios de comunicação; são alguns exemplos. É preciso pensar muito bem antes de seguir esse caminho. O pesquisador inexperiente que enveredar por ele terá grandes chances de produzir um estudo superficial, recheado de lugares comuns.

O tema deve ser circunscrito tanto espacial como temporalmente. "A escravidão", por exemplo, é um tema dos mais amplos. Escravidão na Roma Antiga?

No Brasil contemporâneo? No Estados Unidos à época da Guerra de Secessão? No livro A República, de Platão? A escravidão por dívidas na Grécia Antiga? Temas apoiados em palavras e sentido muito amplo, como "influência" e "atualidade", também devem ser evitados. O pesquisador deve se perguntar se o tema escolhido não permite perguntas do tipo: O quê? Onde? Quando?

No capítulo 2 do livro de Umberto Eco, Como se faz uma tese, é possível encontrar uma excelente ajuda para a escolha do tema de pesquisa, ilustrada com vários exemplos (Eco, 1999, p. 7-34).

Uma terceira regra vale ser anunciada: o tema teve ser reconhecível e definido de tal maneira que seja reconhecível igualmente por outros (Eco, 1999, p. 21). Ou seja, deve ser aceito como um tema científico por uma comunidade de pesquisadores.

Uma vez anunciado o tema da futura pesquisa, é conveniente o pesquisador descrever qual foi sua trajetória intelectual até chegar a ele. Como se sentiu atraído por esse tema? Que matérias despertaram seu interesse durante a graduação? Que autores lhe inspiraram?

Apresentado o tema é hora seguir adiante e expor os objetivos propriamente ditos da pesquisa.


Objetivos

Este capítulo deve começar de forma direta, anunciando para o leitor/avaliador quais são os objetivos da pesquisa: "O objetivo desta pesquisa é..."; "Pretende-se ao longo da pesquisa verificar a relação existente entre..."; "Este trabalho enfocará..."; são algumas das formas às quais é possível recorrer.
Vários autores desenvolvem em trabalhos de metodologia do trabalho científico e intelectual o tema da documentação pessoa. Bons guias para tal são Severino (2000, p. 35-46) e Salomon (1999, p. 121-143), mas a descrição realizada por Mills (1975, p. 211-243) continua insuperável.

Se na Introdução era apresentado o tema, no capítulo Objetivos será abordado o problema, bem como as hipóteses que motivarão a pesquisa científica. A pergunta chave para este capítulo é "o que se pretende pesquisar?"

Um problema científico tem a forma de uma questão, de uma pergunta. Mas é uma questão de tipo especial. É uma pergunta formulada de tal maneira que orientará a investigação científica e cuja solução representará uma ampliação de nossos conhecimentos sobre o tema que lhe deu origem. Uma resposta provisória a este problema científico é o que chamamos de hipótese. A pesquisa científica deverá comprovar a adequação de nossa hipótese, comprovando se ela, de fato, é uma solução coerente para o problema científico anteriormente formulado.

Franz Victor Rudio apresenta, em seu livro, uma série de interrogações que podem ajudar o jovem pesquisador a escolher o seu tema de investigação e verificar sua viabilidade:

"a) este problema pode realmente ser resolvido pelo processo de pesquisa científica?

b) o problema é suficientemente relevante a ponto de justificar que a pesquisa seja feita (se não é tão relevante, existe, com certeza, outros problemas mais importantes que estão esperando pesquisa par serem resolvidos)?

c) Trata-se realmente de um problema original?

d) a pesquisa é factível?

e) ainda que seja ‘bom’ o problema é adequado para mim?

f) pode-se chegar a uma conclusão valiosa?

g) tenho a necessária competência para planejar e executar um estudo desse tipo?

h) os dados, que a pesquisa exige, podem ser realmente obtidos?

i) há recursos financeiros disponíveis para a realização da pesquisa?

j) terei tempo de terminar o projeto?

l) serei persistente?" (Rudio, 1999, p. 96).

Alguns autores recomendam a separação dos objetivos gerais dos objetivos específicos ou do objetivo principal dos objetivos secundários.3 Para atingir seus objetivos mais gerais ou o objetivo principal, será necessário percorrer um caminho de pesquisa que o levará até eles. São etapas da pesquisa que fornecerão a base para abordar de maneira mais direta e pertinente o objetivo principal.

Essa separação é procedente do ponto de vista analítico. Mas os diferentes momentos da pesquisa só se justificam na medida em que ajudarão a esclarecer o problema principal. Não é preciso fazer essa separação em subcapítulos desde que fique claro quais são os objetivos gerais e quais são específicos, qual é o principal e quais os secundários.

Exemplifiquemos esses momentos da pesquisa. Se aluno se propuser a estudar a proposta de contrato coletivo de trabalho, por exemplo, é de bom tom, antes de discutir

suas diferentes versões, fazer um breve histórico da legislação trabalhista brasileira. Se, por outro lado, pretende estudar os escritos políticos de Max Weber, inevitavelmente terá que começar por uma reconstituição do contexto político e intelectual da Alemanha do início do século. Sem esclarecer esses objetivos secundários ou específicos, dificilmente poderá levar a cabo sua pesquisa de maneira aprofundada.

Justificativa

Chegou a hora de dizer porque a universidade, o orientador ou uma instituição de financiamento deve apostar na pesquisa proposta. Neste capítulo é justificada a relevância do tema para a área do conhecimento científico à qual o trabalho está vinculado. A pergunta chave deste capítulo é "por que esta pesquisa deve ser realizada?"

Ver, por exemplo, Lakatos e Marconi (1992).

Vários autores, entre eles Lakatos e Marconi (1992), colocam o capítulo da justificativa antes dos objetivos. A inversão não faz muito sentido: como justificar o que ainda não foi apresentado? A ordem Objetivos, primeiro, e Justificativa, depois, parece ser a melhor do ponto de vista lógico.

É nas justificativas que o pesquisador deve apresentar o estado da arte, ou seja o ponto no qual se encontram as pesquisas científicas sobre o tema escolhido. O diálogo com os principais autores ou correntes interpretativas sobre o tema deve ser levado a cabo neste capítulo.

Já que é aqui que serão feitas o maior número de citações ou referências bibliográficas, vamos repassar brevemente as técnicas de citação e referência. Se a citação tiver até duas linhas, ela pode ser reproduzida em itálico, no corpo do parágrafo.

E não esquecer, "a citação deve ser direta e deve vir entre aspas, como todas as citações e com indicação da fonte seja em rodapé, seja pelo sistema autor/data."

(Henriques e Medeiros, 1999, p. 127). Quando a citação tiver três ou mais linhas ela deverá iniciar um novo parágrafo e estar digitada com um espaçamento entre linhas 1,5, um espaço antes, um depois e recuo à esquerda.4 É o que ensina Medeiros:

"No trabalho científico, as citações com até duas linhas são incluídas no parágrafo em que se faz referência a seu autor. Já as transcrições de três linhas ou mais devem ser destacadas, ocupando parágrafo próprio e observando-se recuo e aspas no início e no final da citação." (Medeiros, 1999, p. 104)

Na barra de ferramentas do Word há o botão Aumentar Recuo, muito útil nessas situações, outra possibilidade é criar o estilo Citação, através do menu Formatar Estilo, com espaçamento entre linhas 1,5 e recuo esquerdo 2,5cm.

Quando uma citação vier intercalada por outra citação, está última virá entre aspas simples (‘ ’) Vale ainda lembrar que supressões no texto citado devem ser assinaladas por reticências entre parênteses – (...) –; e que destaques no texto transcrito devem ser feitos com itálico, assinalando ao final, entre parênteses a expressão "grifos nossos"

Até aqui utilizamos a técnica autor/data, a recomendada para as monografias e publicações da UniABC. Outra opção é a técnica referência de rodapé. Neste caso, a indicação do autor, do título do livro e da página vão no rodapé.6 Para isso deve ser utilizado o menu Inserir Notas do Word e escolha Nota de rodapé e AutoNumeração.

Metodologia

Neste capítulo o pesquisador deverá anunciar o tipo de pesquisa (formulador, descritivo ou exploratório) que empreenderá e as ferramentas que mobilizará para tal (Cf. Moraes, 1998, p. 8-10 ). A pergunta chave que deve ser respondida aqui é "como será realizada a pesquisa?"

"Trata-se de explicitar aqui se se trata de pesquisa empírica, com trabalho de campo ou de laboratório, de pesquisa teórica ou de pesquisa histórica ou se de um trabalho que combinará, e até que ponto, as varias formas de pesquisa. Diretamente relacionados com o tipo de pesquisa serão os métodos e técnicas a serem adotados." (Severino, 1996, p. 130)

O pesquisador deverá esboçar a trajetória que seguirá ao longo de sua atividade de pesquisa. Para tanto deverá destacar: 1) os critérios de seleção e a localização das fontes de informação; 2) os métodos e técnicas utilizados para a coleta de dados; 3) os testes previamente realizados da técnica de coleta de dados. Ao contrário do que geralmente se pensa, dados não são necessariamente expressos em números e processados estatisticamente. O tipo de dados coletados durante a pesquisa depende do tipo de estudo realizado. Eles tanto podem ser o resultado de:
1. pesquisa experimental;
2. pesquisa bibliográfica;
3. pesquisa documental;
4. entrevista;
5. questionários e formulários;
6. observação sistemática
7. estudo de caso
8. relatórios de estágio." (Pádua, 1998, p. 132)
Para estas e outras regras de citação ver Segismundo Spina (1984, p. 55)
Cronograma

No cronograma o pesquisador deverá fazer um planejamento das atividades ao longo do tempo que você dispõe para a pesquisa. Ele é uma excelente ferramenta para controlar o tempo de trabalho e o ritmo de produção. Ao mesmo tempo, servirá para o orientador ou a agência financiadora acompanhar o andamento da pesquisa. Também aqui há uma pergunta chave: "quando as diferentes etapas da pesquisa serão levadas a cabo?"

A forma mais fácil de organizar um cronograma é sob a forma de uma tabela.

Com algumas variações tais normas são apresentadas, entre outros, por Severino (1996, p. 90-93) e Medeiros (1999, p. 1789-183). Embora Medeiros aconselhe a reprodução de todos os dados da obra no rodapé, tal medida é desnecessária, uma vez que eles se encontram na bibliografia do Projeto.

Para esquemas de capítulo metodológico ver Barros e Lehfeld (1999, p. 36-37) e Salomon (1999, p.222).

Para tanto pode ser utilizado o menu Tabela do Word para inseri-la. Depois devem ser selecionadas as células que é necessário marcar e com o comando Bordas e Sombreamento do menu Formatar preenchê-las, conforme o exemplo abaixo:

1º mês 2º mês 3º mês 4º mês 5º mês 6º mês
Revisão bibliográfica
Aplicação de questionários
Processamento dos dados
Observação no local da pesquisa
Entrevistas

Redação da monografia



Bibliografia

BARROS, Aidil de Jesus Paes de e LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas. 8.ed. Petrópolis: Vozes, 1999.

ECO, Umberto. Como se faz uma tese. 15.ed. São Paulo: Perspectiva, 1999.

GARCIA, Maurício. Normas para elaboração de dissertações e monografias. (Online,26.05.2000, http://www.uniabc.br/pos_graduacao/normas.html.

HENRIQUES, Antonio e MEDEIROS, João Bosco. Monografia no curso de Direito.São Paulo: Atlas, 1999.

LAKATOS, Eva Maria. MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho científico. 4.ed. São Paulo: Atlas, 1992.

LAVILLE, Christian e DIONNE, Jean. A construção do saber. Manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre/Belo Horizonte: Artmed/UFMG, 1999.

MARTINS, Eduardo. Manual de redação e estilo de O Estado de S. Paulo. 3.ed. São Paulo: O Estado de S. Paulo, 1997.

MEDEIROS, João Bosco. Redação científica. A prática de fichamentos, resumos, resenhas. 4.ed. São Paulo: Atlas, 1999.

MILLS, C. Wright. A imaginação sociológica. 4.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.

MORAES, Reginaldo C. Corrêa de. Atividade de pesquisa e produção de texto. Textos Didáticos IFCH/Unicamp, Campinas, n. 33, 1999.

PÁDUA, Elisabete Matallo Marchesini. O trabalho monográfico como iniciação à pesquisa científica. In: CARVALHO, Maria Cecília M. de. Construindo o saber.Metodologia científica: fundamentos e técnicas. 7.ed. Campinas: Papirus, 1998.

RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 24.ed. Petrópolis:Vozes, 1999.

SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. 8.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 20.ed. São Paulo:Cortez, 1996.

SPINA, Segismundo. Normas para trabalhos de grau. São Paulo: Ática, 1984.

Fonte:Politikon

Endereço -http://planeta.terra.com.br/educacao/politikon/artigos.htm

Fonte: http://www.zemoleza.com.br/como_fazer_projeto.asp
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Excelente e atualizada norma para citações e notas

sábado, 18 de abril de 2009


Muito útil norma sobre citações e notas. É bem atualizado no que diz respeito a fontes não triviais.
www.unit.br/downloads/manuais/citacoes-e-referencias1.pdf
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Digitalizado, acervo de Jango mostra amargor durante o exilio

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008


*Em 62, EUA pediram apoio a Jango na crise dos mísseis em Cuba*

*Carta de John Kennedy mostra que americano solicitou ajuda política e
militar ao Brasil contra a ameaça soviética

Em manuscrito de arquivo do CPDOC, João Goulart se manifesta contra ação
militar em Cuba e defende autodeterminação do país*

*RAPHAEL GOMIDE*
DA SUCURSAL DO RIO

No auge da crise dos mísseis em Cuba, em 22 de outubro de 1962, o presidente
dos Estados Unidos, John F. Kennedy, enviou carta "secreta" ao colega
brasileiro João Goulart, pressionando-o por apoio diplomático, político e
até militar contra o "desafio ousado e belicoso" [de instalar mísseis em
Cuba] da URSS a "todos os povos livres". Segundo Kennedy, os mísseis
representavam "grave (...) ameaça ao hemisfério ocidental", e os dias
seguintes determinariam "o futuro da humanidade neste planeta".

Kennedy propõe a Jango uma ação conjunta, que pode incluir a "participação
(...) em alguma ação militar", "senão a União Soviética vai passar a
violações mais e mais flagrantes contra a paz internacional e a liberdade,
até que não tenhamos mais escolha a não ser a rendição absoluta ou o
desencadear de um holocausto nuclear". "Temos de tomar uma posição agora; o
mundo inteiro está observando."

As quatro páginas da mensagem e mais 563 páginas de documentos, além de 136
fotos, integram os arquivos pessoais do presidente deposto João Goulart
(1961-64), desde domingo digitalizados e disponíveis a acesso público no
site do CPDOC/FGV *(www.cpdoc.fgv.br/comum/htm/)*.

O governo brasileiro não participou da malfadada intervenção em Cuba. Não se
sabe se esta foi a resposta oficial do brasileiro, mas os arquivos do CPDOC
contêm manuscrito em que Jango se manifesta contra a intervenção militar em
Cuba e defende a autodeterminação do país. "Nunca reconhecemos a guerra como
instrumento de resolver conflitos entre os países", escreveu.

Os papéis digitalizados são um resumo do pensamento e das angústias do
último presidente civil antes de 21 anos de regime militar. Trazem
documentos pessoais, fotos e material de sua vida pública. Retratam o
conturbado período de sua presidência, iniciada com a renúncia de Jânio
Quadros e encerrada com sua queda, após golpe que o levou ao exílio, onde
morreu, em 1976.
Há relatos sobre articulações políticas do então governador da Guanabara,
Carlos Lacerda, para derrubá-lo, em 1963, e dos militares contra sua posse
após a renúncia de Jânio, em 61. Uma carta do amigo Doutel de Andrade o
alerta que ele seria preso caso voltasse da China ao país naquele momento. A
fonte era o presidente da República provisório, Ranieri Mazzili.
Os papéis são divididos por período histórico e compreendem as várias fases
da vida do gaúcho, herdeiro político de Getúlio Vargas.

Observando virtualmente os documentos, é possível compreender a
radicalização e a tensão antes do golpe, as tratativas infrutíferas de
reverter o destino já no Uruguai, e enxergar a tristeza e o amargor dos anos
de exílio. Até sua morte, ele escrevia manuscritos endereçados "ao povo
brasileiro".

*Aberto para o mundo*

A digitalização dos documentos foi feita com o patrocínio de R$ 3 milhões do
banco Real. Segundo Suely Braga, coordenadora do setor de documentação do
CPDOC, o objetivo é preservar o acervo e abrir possibilidades de consulta
para o mundo.

O acervo de Jango foi doado em 1990 pela família de Raul Ryff, que foi
secretário de imprensa do presidente. Não existe outro arquivo privado
conhecido, diz Suely Braga, embora parentes do ex-presidente tenham se
referido a um baú, que se teria perdido.

Para a pesquisadora sênior do CPDOC Ângela de Castro Gomes, autora do livro
"Jango -As Múltiplas Faces", o acervo "contempla tanto a dimensão de homem
público quanto a pessoal" de João Goulart. "Lendo o arquivo, conseguimos
sentir como aquele personagem vivia como pessoa, seu sofrimento e seu desejo
de voltar ao Brasil de qualquer maneira", diz.

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Fabrício Augusto Souza Gomes
fabricio.gomes@gmail.com MSN: fabriciosgomes@msn.com
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Biblioteca virtual

domingo, 28 de setembro de 2008


A excelente "Biblioteca Ayacucho", editada pelo Ministério da Cultura venezuelano desde 1974, está agora disponível pela internet, em formato PDF.

http://www.bibliotecayacucho.gob.ve/fba/index.php?id=103

Para quem ainda não a conhece, A Biblioteca Ayacucho reúne clássicos da literatura, da história, da antropologia (etc) latino-americanas.
Entre os muitos autores: Humboldt, Bolívar, Martí, Sarmiento, Mariátegui, Artigas, Cabrera Infante, JC Onetti, Cortázar, Eustasio Rivera; Ruben Darío, clássicos da época colonial (Poma de Ayala, Garcilaso, Juan de Velasco etc) e os brasileiros Machado de Assis, Lima Barreto, Joaquim Manoel de Macedo, Gilberto Freyre, Euclides da Cunha, Oswald de Andrade e Darcy Ribeiro (que não precisamos ler em espanhol, mas dá a medida do alcance dessa biblioteca)
Me parece que pouco mais de 100 dos quase 250 títulos já estão disponíveis.
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Coleção digitalizada "O Malho" na íntegra


A Fundação Casa de Rui Barbosa digitalizou o acervo de "O Malho", da Coleção Plínio
Doyle, e disponibilizou-o, na íntegra, no site: http://www.casaruibarbosa.gov.br/omalho/index.asp?lk=4

Grande parte da revista está digitalizada, estão disponíveis os 30 primeiros anos.
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Achei um blog ótimo

quinta-feira, 11 de setembro de 2008


É um blog sobre patrimônio cultural:

http://www.amigosdopatrimonio.blogspot.com/
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Site que ensina francês gratuitamente


"Francoclic" é um site contendo diversos recursos de acesso livre, destinado particularmente aos alunos e professores interessados na aprendizagem e no ensino da língua francesa e das culturas francófonas.
"Francoclic" é o resultado de uma parceria entre a Embaixada da França no Brasil e o Ministério brasileiro da Educação para responder à um verdadeiro pedido dos atores da língua francesa no Brasil.
Nele você encontra os módulos: de auto-aprendizagem "Reflets-Brésil", de utilização em sala de aula "Br@nché!", de especialidade agrícola "Agriscola" e de descoberta "le monde francophone d'un clic" e "Images de France".


http://francoclic.mec.gov.br/
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Para se entender melhor e procurar o que quer fazer de verdade...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008


Amigos, me surgiu essa dúvida, pesquisei e quero dividir com vocês essas informações:

Qual a diferença entre os títulos abaixo?

seminário, congresso, encontro, colóquio, mesa-redonda e conferência?

Eis as respostas segundo o Houaiss.

Seminário: "congresso científico ou cultural, com exposição seguida de debate"

Congresso: "reunião de especialistas para que deliberem sobre questões de interesse comum ou para que se apresentem estudos, novas descobertas etc."

Encontro: "reunião de pessoas ou de especialistas para discutir determinado assunto ou tema; congresso."

Colóquio: "reunião, geralmente de especialistas, em que se discutem e confrontam informações e opiniões pessoais sobre determinado tema"

Mesa-Redonda: "é uma discussão ou conferência em que todos aqueles que dela participam estão em pé de igualdade"

Conferência: "encontro formal de especialistas, em que se discutem questões consideradas importantes, com eventual confronto de opiniões e tomada de resoluções."

Fonte: Nossas Histórias - Prof. Delzymar
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Dicas de livros

terça-feira, 2 de setembro de 2008


Recebi um folder da Siciliano.com onde está anunciando que até 21/9 estão vendendo 3 livros pelo preço de dois da Coleção Passo-a-Passo. Tem livros como: Hegel, Filosofia Medieval, Lacan, Maquiavel, Kant, Filosofia da Ciência, Platão, Freud, Nietzsche - Filosofia, entre muitos outros.
Para saber mais acesse o site: http://www.siciliano.com.br/liv/promo/passoapasso.htm?PAC_ID=24563
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Revista História Viva p/ download GRÁTIS

sexta-feira, 29 de agosto de 2008


Peguei essa informação no orkut, ainda não testei, mas lá vai:

aproveitem e divulguem

http://teacherfilmes.googlepages.com/HistoriaViva.html
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Portaria sobre o Enade História/2008

quarta-feira, 27 de agosto de 2008


Portaria Inep nº 130 de 07 de agosto de 2008

Publicada no Diário Oficial de 11 de agosto de 2008, Seção 1, págs. 11 e 12
O Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no uso de suas atribuições, tendo em vista a Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004; a Portaria Ministerial nº 2.051, de 9 de julho de 2004, a Portaria Normativa nº 3, de 1º de abril de 2008, e considerando as definições estabelecidas pelas Comissões Assessoras de Avaliação da Área de História e da Formação Geral do Enade, nomeadas pela Portaria Inep n° 95, de 24 de junho de 2008, RESOLVE:

Art. 1º O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), parte integrante do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), tem como objetivo geral avaliar o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares, às habilidades e competências para a atualização permanente e aos conhecimentos sobre a realidade brasileira, mundial e sobre outras áreas do conhecimento.

Art. 2º A prova do Enade 2008, com duração total de 4 (quatro) horas, terá a avaliação do componente de formação geral comum aos cursos de todas as áreas e um componente específico da área de História.

Art. 3º No componente de Formação Geral será considerada a formação de um
profissional ético, competente e comprometido com a sociedade em que vive. Além do domínio de conhecimentos e de níveis diversificados de habilidades e competências para perfis profissionais específicos, espera-se que os graduandos das IES evidenciem a compreensão de temas que transcendam ao seu ambiente próprio de formação e importantes para a realidade contemporânea. Essa compreensão
vincula-se a perspectivas críticas, integradoras e à construção de sínteses contextualizadas.

§ 1º As questões do componente de Formação Geral versarão sobre alguns dentre os
seguintes temas:
I - sociodiversidade: multiculturalismo, tolerância e inclusão;
II - exclusão e minorias;
III - biodiversidade;
IV - ecologia;
V - mapas sócio e geopolítico;
VI - globalização;
VII - arte, cultura e filosofia;
VIII - políticas públicas: educação, habitação, saneamento, saúde, segurança e
desenvolvimento sustentável;
IX - redes sociais e responsabilidade: setor público, privado, terceiro setor;
X - relações interpessoais (respeitar, cuidar, considerar e conviver);
XI - vida urbana e rural;
XII - inclusão/exclusão digital;
XIII - democracia e cidadania;
XIV - violência;
XV - terrorismo;
XVI - avanços tecnológicos;
XVII - relações de trabalho;
XVIII - tecnociência;
XIX - propriedade intelectual;
XX - diferentes mídias e tratamento da informação.

§ 2º No componente de Formação Geral, serão verificadas as capacidades de:
I - ler e interpretar textos;
II - analisar e criticar informações;
III - extrair conclusões por indução e/ou dedução;
IV - estabelecer relações, comparações e contrastes em diferentes situações;
V - detectar contradições;
VI - fazer escolhas valorativas avaliando conseqüências;
VII - questionar a realidade;
VIII - argumentar coerentemente.

§ 3º No componente de Formação Geral os estudantes deverão mostrar competência
para:
I - projetar ações de intervenção;
II - propor soluções para situações-problema;
III - construir perspectivas integradoras;
IV - elaborar sínteses;
V - administrar conflitos.

§ 4º O componente de Formação Geral do Enade 2008 terá 10 (dez) questões,
discursivas e de múltipla escolha, que abordarão situações-problema, estudos de caso, simulações e interpretação de textos, imagens, gráficos e tabelas.

§ 5º As questões discursivas avaliarão aspectos como clareza, coerência, coesão,
estratégias argumentativas, utilização de vocabulário adequado e correção gramatical do texto.

Art. 4º A prova do Enade 2008, no componente específico da área de História, terá por
objetivos:
a) Contribuir para a avaliação do desempenho dos estudantes de graduação em História com o intuito de promover a melhoria da qualidade e o contínuo aperfeiçoamento do ensino oferecido, por meio da verificação do domínio, pelos graduandos, dos conteúdos, das habilidades e dos instrumentos de produção e crítica do conhecimento histórico, necessários ao exercício das atividades específicas do profissional de História;
b) ensejar a construção de séries históricas, a partir de informações e dados quantitativos e qualitativos, por meio da análise dos resultados da prova escrita e questionários, visando a um diagnóstico do ensino de História;
c) permitir a identificação de necessidades, demandas e problemas do processo de formação do graduando em História, considerando-se as exigências sociais e aquelas expressas nas Diretrizes Curriculares Nacionais e nas propostas das Instituições para os Cursos de História;
d) estimular e ampliar a cultura da avaliação no âmbito dos cursos de graduação em História;
e) oferecer subsídios para a formulação de políticas públicas para a melhoria do ensino de graduação de História no país;
f) permitir o acompanhamento da qualificação oferecida, aos graduandos, pelos Cursos de História;
g) levar à discussão e reflexão sobre o processo de ensino -aprendizagem no âmbito dos Cursos de graduação em História;
h) contribuir para a reflexão sobre o papel do profissional em História na sociedade brasileira;
i) estimular o processo de auto-avaliação dos cursos de História e dos próprios graduandos;
j) estimular as instituições de educação superior a promoverem a formulação de políticas e programas voltados para a melhoria da qualidade do ensino de graduação em História;
k) incentivar a utilização de dados e informações para que as Instituições possam aprimorar e desenvolver seus projetos político-pedagógicos e institucionais, visando à melhoria da formação do graduando em História.

Art. 5o A prova do Enade 2008, no componente específico da área de História, tomará
como referência o perfil do profissional com ampla formação humanística, científica e crítica, com senso ético, responsabilidade social e apto para:
a) atuar em equipe interdisciplinar e multiprofissional;
b) compreender processos, tomar decisões e resolver problemas no âmbito da História, com base na realidade sócio-cultural de seu espaço sócio -profissinal;
c) refletir acerca de categorias e conceitos pertinentes à área e promover reflexões sobre a historiografia;
d) analisar, criticar, produzir e difundir conhecimento na área de História; e) exercer atividades profissionais de pesquisa e ensino na área de História, bem como outras modalidades de atuação, que envolvam as informações e instrumentos de trabalho concernentes ao conhecimento histórico (preservação do patrimônio his tórico, assessorias a arquivos e museus, a entidades públicas e privadas
nos setores culturais e artísticos).

Art. 6o A prova do Enade 2008, no componente específico da área de História, avaliará
se o estudante desenvolveu, no processo de formação, as seguintes habilidades e competências:
Gerais:
a) utilizar a linguagem com clareza, precisão, propriedade na comunicação e riqueza de vocabulário;
b) refletir, articular e sistematizar conhecimentos teórico- metodológicos e empíricos necessários à
prática do profissional em história;
c) trabalhar com fontes históricas variadas.
Específicas:
a) problematizar os processos históricos observados;
b) interpretar, por meio de fontes e linguagens diversas, a experiência histórica;
c) produzir análises e interpretações, utilizando-se dos conceitos, categorias e vocabulário pertinentes ao discurso historiográfico;
d) conhecer o processo de construção da historiografia;
e) distinguir história vivida da produção do conhecimento histórico;
f) analisar as relações e tensões entre as ações dos sujeitos e as determinações do processo histórico,
percebendo a historicidade das manifestações sociais e culturais;
g) compreender as especificidades e as características do conhecimento histórico no conjunto das demais áreas do conhecimento com as quais se relaciona;
h) entender a temporalidade do histórico para além da simples sucessão cronológica: suas continuidades, rupturas e ritmos diferentes;
i) apreender a diversidade das relações históricas e as inúmeras mediações que as articulam;
j) perceber as relações entre as diferentes esferas integrantes de um contexto histórico (cultural, econômica, política, social, etc.);
k) incorporar experiências de vida como elementos para o conhecimento histórico;
l) estabelecer diálogos com outras disciplinas, articulando as várias áreas do conhecimento com as temáticas da história e suas dimensões temporais e espaciais;
m) refletir sobre as práticas didático-pedagógicas inerentes ao profissional de História;
n) propor e justificar problemas de investigação, estabelecer suas delimitações temáticas, temporal e espacial, definir as fontes de pesquisa, as referências analíticas, os procedimentos técnicos e expor os resultados de acordo com os requisitos acadêmicos.

Art. 7º A prova do Enade 2008, no componente específico da área de História, tomará
como referencial os seguintes conteúdos:

TEORIA E METODOLOGIA DA HISTÓRIA
História: acontecimento e conhecimento. Categorias e conceitos fundamentais do conhecimento histórico: verdade, tempo, espaço, estrutura, processo, evento, sujeito. As fontes históricas e as técnicas
de investigação. As referências teórico- metodológicas e seu papel no processo de produção do conhecimento histórico. O historiador e seu trabalho: a presença da subjetividade e os limites da objetividade. A função social do historiador. A relação entre memória e história. O fato histórico como construção. A Escola Metódica. O Materialismo Histórico. A Escola dos Annales e a Nova História. A
Nova Historiografia Marxista. Micro-História. A Nova História Cultural. A Historiografia Pós-Estruturalista. História das Mentalidades e do Imaginário. A Nova História Econômica e Política. A História do Tempo Presente. A Historiografia Brasileira Contemporânea.

HISTÓRIA ANTIGA
Aspectos do povoamento, periodizações e paisagens geográficas da Antiguidade. A civilização egípcia.
As civilizações mesopotâmicas. As civilizações orientais da Antiguidade: hebreus, fenícios, hititas e persas. A civilização grega. A civilização romana. A historiografia sobre o mundo antigo.

HISTÓRIA MEDIEVAL
O colapso do Império Romano e as sociedades germânicas. As invasões dos povos bárbaros e a formação dos reinos bárbaros. A gênese da sociedade feudal. O feudalismo. O problema demográfico.
A expansão mulçumana e a conquista da Península Ibérica. Bizâncio e a expansão turca. As cruzadas. O renascimento urbano e comercial. A crise do feudalismo. A Guerra dos Cem Anos. Origem e formação da burguesia. O fortalecimento do poder central. A cultura medieval. A Igreja Católica. A historiografia sobre os tópicos enunciados acima.

HISTÓRIA MODERNA
A formação dos estados modernos. O Renascimento e a revolução científica. As Reformas religiosas (católica e protestante). A transição do feudalismo para o capitalismo. O Mercantilismo e o Absolutismo. A expansão marítima européia e a formação dos impérios coloniais. As revoluções inglesas do século XVII. As transformações econômicas na Inglaterra no século XVII. A Revolução Industrial. O movimento Iluminista. A crise do Antigo Regime. A historiografia sobre os tópicos
enunciados acima.

HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA
A Revolução Francesa. Os regimes monárquicos restaurados. O nacionalismo, o liberalismo e o romantismo. As revoluções de 1820, 1830 e 1848. A industrialização européia no século XIX. Os movimentos operários. As unificações da Alemanha e da Itália. O Japão: imperialismo, modernização e industrialização. As relações internacionais na Europa do Século XIX. A expansão colonialista e o imperialismo europeu. A Primeira Guerra Mundial. A Revo lução Russa, a Revolução Chinesa e o
comunismo no século XX. Os regimes totalitários. A Segunda Guerra Mundial. O pós-guerra. A descolonização do mundo afro-asiático e a formação do Terceiro Mundo. A crise do capitalismo nos anos setenta. O fim da URSS. As relações internacionais após o fim da Guerra Fria. Os impasses da globalização. Discussões historiográficas concernentes aos conteúdos discriminados acima.

HISTÓRIA DO BRASIL
Culturas indígenas brasileiras. A conquista da América portuguesa no contexto da expansão européia.
A administração colonial e as relações entre o poder local e o poder metropolitano. A economia exportadora e a produção para o mercado interno. A mineração e a urbanização na América portuguesa.
A escravidão indígena e a escravidão africana. Religião e religiosidade na Colônia. Motins, revoltas e conspirações no período colonial. A crise do sistema colonial. A presença da família real no Brasil. A Independência. A organização da monarquia no Brasil: a estrutura política e os movimentos sociais.
Escravidão e mudanças nas relações sociais. Economia cafeeira, urbanização e modernização. A política externa. Cultura e sociedade. A crise da monarquia. A organização republicana.
Industrialização e urbanização e imigração. Conflitos sociais na cidade e no campo e processos migratórios. Mudanças e movimentos culturais. A Revolução de 1930. Nacionalismo e projetos políticos: Aliança Nacional Libertadora, Integralismo, comunismo, trabalhismo. Estado Novo: economia, sociedade e cultura. A experiência democrática: partidos, planejamento econômico, industrialização, conflitos sociais, experiências culturais. Os governos militares: modernização e
conservadorismo; mudanças sociais e culturais; internacionalização da economia e planejamento econômico. A transição democrática. O Brasil pós-transição democrática. A historiografia sobre os temas indicados.

HISTÓRIA DA AMÉRICA
A América pré-colonial. As Civilizações Inca, Maia e Asteca. A expansão européia, a conquista e a colonização da América espanhola. A América espanhola: organização social, política e econômica. A colonização inglesa. As independências e a formação dos Estados nacionais na América. Caudilhismo e liberalismo na América Latina. A estruturação das economias americanas no século XIX. A Guerra Civil Norte-Americana. As intervenções dos EUA na América Latina. A crise do Estado oligárquico. A
Revolução Mexicana. Estado e populismo na América Latina. A Revolução Cubana. As ditaduras latino-americanas. As crises político-institucionais na América Central. Os processos de democratização na América Latina. A historiografia dos temas indicados acima.

Art. 8º A prova do Enade 2008 terá, em seu componente específico da área de História,
30 (trinta) questões, sendo 3 (três) discursivas e 27 (vinte e sete) de múltipla escolha, envolvendo situações-problema e estudos de casos.
Art. 9º A Comissão Assessora de Avaliação da área de História e a Comissão Assessora
de Avaliação da Formação Geral subsidiarão a banca de elaboração com informações adicio nais sobre a prova do Enade 2008.
Art. 10º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

REYNALDO FERNANDES
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CHAMADA DE ARTIGOS - Sæculum - Revista de História

quinta-feira, 21 de agosto de 2008


Sæculum - Revista de História
Chamada de Artigos - n. 20 (2009.1)
Dossiê: História e Literatura


Prazo Final para o envio de trabalhos: 30 de janeiro de 2009

Sæculum - Revista de História, periódico impresso e com acesso aberto pela web, publicado pelo Departamento de História e pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba (DH/PPGH/CCHLA/UFPB) abre Edital para a publicação de sua edição de n. 20 (primeiro semestre de 2009), com o dossiê História e Literatura.

O prazo final para o envio de trabalhos é 30 de janeiro de 2009, com previsão de publicação até 15 de junho de 2009. Os trabalhos devem ser enviados em CD-ROM (compatível com padrão IBM PC), seguindo as normas editoriais disponíveis no sítio eletrônico da revista ( http://www.cchla.ufpb.br/saeculum/), além de duas cópias impressas para:

Comissão de Editoração - Sæculum - Revista de História
Programa de Pós-Graduação em História
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Universidade Federal da Paraíba
Conjunto Humanístico - Bloco V - Campus I
Cidade Universitária
Castelo Branco
João Pessoa - PB
CEP 58.051-970 Brasil
Maiores Informações
E-mail: saeculum@cchla.ufpb.br
Web: http://www.cchla.ufpb.br/saeculum/
http://www.cchla.ufpb.br/ppgh/
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Projeto de lei para regulamentar a profissão de Historiador

segunda-feira, 11 de agosto de 2008


Segue, porque imagino que nem todos estejam acompanhando, o projeto de
lei que visa a regulamentar a profissão de "historiador".
No endereço abaixo poderão acompanhar o longo "arrastar" desse projeto
na Câmara, e poderão se cadastrar para receber informes de novas
ocorrências, o que lhes permitirá "desfrutar da alegria de ver a
maravilha do processo legislativo nestes alegres trópicos".
Abstraindo o mérito do projeto (sua necessidade/vantagens/benefícios -
ou não - à sociedade), se tivesse impressão digital, isto é, se tivesse
sido encomendado para beneficiar grupos importantes ou pessoas VIPs o
trâmite por certo seria "a toque de caixa".
Saudações
Lea Beraldo
http://www.imigrantesitalianos.com.br/

http://www2.camara.gov.br/proposicoes/chamadaExterna.html?link=http://www.camara\
.gov.br/sileg/prop_detalhe.asp?id=257482


PROJETO DE LEI Nº 3759/2004 (Do Sr. WILSON SANTOS)
“Dispõe sobre o exercício da Profissão de Historiador e dá outras
providências.”
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º A designação profissional de Historiador é
regulamentada nos termos desta lei.
Art. 2º O exercício da profissão de Historiador, observadas
as condições de habilitação e as demais exigências, é assegurado:
I - aos bacharéis em História, portadores de diplomas
expedidos por cursos regulares e ensino superior, reconhecidos ou
autorizados pelo Conselho Federal de Educação;

II - aos bacharéis em História, portadores de diplomas
expedidos por instituições estrangeiras e revalidados no Brasil de
acordo com a legislação em vigor;

III - aos licenciados, mestres, doutores e livre- docentes
em História, diplomados, em estabelecimentos de ensino superior, oficiais ou
reconhecidos;

IV - aos que, embora não diplomados nos termos dos itens anteriores, exerçam, comprovadamente, até a data da publicação da presente Lei, há 5 (cinco) ou mais anos, atividades próprias de Historiador.
Art. 3º Os profissionais de que trata o art. 2º, incisos I, II e III, somente poderão exercer sua profissão após haverem registrado seus diplomas
na forma da lei.
Parágrafo Único - O certificado de registro referido no caput deste artigo será obrigatoriamente exigido pelas entidades públicas que admitirem historiador em seus quadros de pessoal.
Art. 4º É da competência privativa do Historiador, o exercício das seguintes atividades:
I - planejamento, organização, implantação, direção e execução de trabalhos de pesquisa histórica;
II - assessoramento para planejamento, organização, implantação, direção e execução de trabalhos de documentação e informação histórica e de preservação do patrimônio cultural;
III - participação na definição dos critérios de avaliação e seleção de documentos, para fins de preservação ou descarte, bem como nas comissões encarregados da execução desses trabalhos;
IV - elaboração de pareceres, relatórios, planos projetos, laudos e trabalhos sobre assuntos históricos;
V - assessoramento, consultoria e participação em atividades interdisciplinares que requeiram pesquisa histórica;
VI - assessoramento, consultoria e participação em atividades em atividades, planos ou projetos que envolvam a análise histórica da realidade nacional;
Art. 5º Os órgãos públicos da administração direta ou indireta ou as entidades privadas quando implementarem quaisquer das
atividades previstas no art. 4º manterão historiadores legalmente habilitados para
o exercício destas atribuições.
Art. 6º As atividades de Historiador, serão exercidas na forma de contrato de trabalho, regido pela Consolidação da Leis Trabalhistas, em regime do Estatuto dos Servidores Públicos ou como atividade autônoma.
Art. 7º A constituição de empresas ou entidades de prestação de serviços para as atividades previstas no art. 4º desta Lei deverão manter o profissional Historiador como responsável técnico.
Art. 8º O exercício da profissão de Historiador requer o prévio registro no órgão competente.
Art. 9º Dentro do prazo legal serão compostos os Conselhos Regionais e o Conselho Federal da categoria profissional.
Art. 10 Esta Lei entra em vigor após a data de sua publicação.


JUSTIFICAÇÃO

O profissional em História dedica-se à compreensão dos fatos históricos, revelando-os pela sua importância social, causas e conseqüências.
O Historiador pesquisa e interpreta criticamente os acontecimentos passados e presentes, assim como as condições econômicas, culturais e sociais que lhes deram origem.
Seu trabalho cotidiano consiste em selecionar, classificar e relacionar dados levantados em escavações e pesquisas arqueológicas, bibliotecas, arquivos, diários particulares o outros documentos, conferindo sua autenticidade, analisando sua importância e significado científico.
Assim, e por meio da comparação dos acontecimentos, o historiador amplia o conhecimento e a compreensão dos diversos aspectos da atuação humana, no passado e no presente.
Para o profissional em História o que importa é o fato efetivamente acontecido. O tratamento técnico adequado às interpretações dos fatos acontecidos pelo profissional em História faz com que a compreensão seja a mais próxima possível. da realidade, qualificando esse profissional em especialista no assunto.
O referido projeto de lei tem como escopo regulamentar o exercício profissional de Historiador, reconhecendo essa profissão tão importante quanto as demais categorias profissionais.
Sala das Sessões, em de de 2004.
Deputado WILSON SANTOS
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Fonte de pesquisa

quarta-feira, 7 de maio de 2008


Sites muito interessante para nós que fazemos história:

Banco de Dados Folha

Arquivo Nacional
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Um show de site - IBGE

sexta-feira, 2 de maio de 2008


O IBGE pôs no ar na semana passada o site Países®.
O site contém um planisfério clicável, todo feito em Java e PHP, com dados históricos e estatísticos sobre 192 países.
O mapa permite zoom e seleção de um país para examinar em detalhes suas informações.
As estruturas e ícones na barra superior da página são simples.
Na lacuna para pesquisa, pode-se escolher um país para achar no mapa, em vez de procurar manualmente para clicá-lo. Ao lado, há um botão para fechar janelas, é que o site se vale de muitas pop-ups pequenas, um botão para ligar e desligar o som, e a ajuda.
Por falar em pop-ups, se o seu navegador as bloqueia por default, permita-as para trabalhar melhor com o site.
Depois do botão da ajuda, há os de zoom e as setas para navegar pelo planisfério.
Selecionando um país, é possível navegar pelos diferentes dados usando a segunda barra de navegação superior, logo abaixo da primeira.
Clicando em Síntese, o usuário vê um quadro com as informações básicas do país, como localização, capital, tamanho do território, língua(s), população, PIB e moeda.
O endereço eletrônico deste Site é: http://www.ibge.gov.br/paisesat/
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quinta-feira, 1 de maio de 2008


CONSIDERAÇÕES INICIAIS DO CURSO DE MEMORIZAÇÃO

Não é errado afirmar-se que memória e inteligência são essencialmente a mesma coisa. E eu explico por quê:
Na realidade, a função intelectual só é possível a partir das informações que temos registradas na memória. Ninguém consegue pensar sobre o que não sabe, no entanto, consegue pensar muito bem se tiver "armazenadas" boas informações a respeito do assunto. Deu pra entender?

Importante: raciocinar nada mais é do que "comparar informações que temos na memória". Assim sendo, pode-se afirmar com segurança que todo raciocínio é uma comparação, seja ela entre dados isolados, conceitos, procedimentos etc.

Todos nós sabemos, entretanto, que é tão fundamental "aprender" quanto "lembrar" daquilo que se aprendeu, não é mesmo? Sem "lembrar" das coisas que estudamos, toda esta aprendizagem perde o seu valor prático e não nos serve para nada. Para facilitar essa "lembrança", todavia, existem diversas técnicas agrupadas numa ciência bastante interessante chamada Mnemotécnica (ou Menmônica) que já era praticada pelos antigos gregos, pelos fenícios, árabes etc. O que a ciência moderna fez foi, simplesmente, recuperar e adapatar tais técnicas para a nossa realidade cultural. .

Só a título de curiosidade, vale lembrar que antes da invenção do primeiro alfabeto linear (por volta de 1.700 a.C., pelos fenícios) todo o processo de transferência da informação era basicamente oral e, para tanto, esses povos precisaram desenvolver técnicas eficazes de memorização de forma a assegurar a sua unidade política, social e religiosa.

O princípio das técnicas mnemônicas consiste basicamente em estabelecer associações criativas entre as informações a serem memorizadas. Assim, quanto mais associações são criadas, mais fácil será a lembrança da informação aprendida. Veja: quando aprendemos o que é uma laranja, registramos na memória diversos outros detalhes como: que a laranja tem formato arrendondado, que é rica em vitamina C, que serve para fazer sucos etc. Assim, quando queremos lembrar de frutas que servem para fazer suco, lembramos também da laranja. Quando queremos lembrar de frutas que tenham formato arredondado, outra vez lembramos da laranja. Deu para entender? Quanto mais associações, melhor! A nossa memória tem uma dificuldade muito grande para registrar dados isolados, que não estejam associados a outras informações.

Ocorre, entretanto, que você pode associar as informações a serem memorizadas de diversas formas, como por exemplo, pelas cores, pelas emoções e até pela música. A música, a rima e o ritmo permitem associações fantásticas. Repare como as pessoas têm sérias dificuldades para decorar um texto de apenas três linhas e, no entanto, conseguem memorizar dezenas de músicas e conseguem se lembrar delas, muitas vezes, a partir de apenas uma nota. Você já percebeu isso?

E você sabe por que as pessoas conseguem memorizar mais facilmente uma música do que uma poesia? É simples: é porque a música não faz "cobranças intelectuais"; ela penetra diretamente no subconsciente, exatamente porque a pessoa está "descompromissada" com a razão enquanto ouve. Além do mais, as músicas tem ritmo e muitas delas são rimadas. Isso estabelece uma associação bastante fácil de ser recuperada na memória.

Outro detalhe importante é a relação que há entre a memória e o sistema límbico (ou nosso segundo cérebro). Esse sistema límbico é que controla nossa sexualidade e grande parte das nossas emoções. Você já reparou que nos lembramos com muita facilidade daqueles fatos que tiveram grande representação emocional na nossa vida e esquecemos também com facilidade daqueles que nada representaram para a gente? Portanto, ponha sempre emoção em tudo aquilo que você quiser lembrar. É uma dica. E que realmente funciona.

Importante: a nossa memória registra muito bem todos os fatos carregados de emoção e não registra os fatos desinteressantes, banais, corriqueiros.
Uma outra dica interessante é a seguinte: para memorizar melhor, seja lá o que for, envolva todos os seus sentidos (audição, olfato, paladar, tato e visão) na aprendizagem. Nós aprendemos mais e retemos melhor na memória, quanto mais sentidos envolvemos neste processo. Lembre-se que as cores, a música, o gestual, os odores, também são informações fundamentais para a aprendizagem. Portanto, saia da mesmice das anotações lineares e do estudo "silencioso". Agite! Envolva-se! Invente! Experimente! Quanto mais "prazer" você produzir, melhores serão os resultados!

Um outro ponto importante e que deve ser ressaltado, está expresso no seguinte princício: "a repetição é a mãe da aprendizagem". Dados ou fatos que sejam emocionalmente inexpressivos, que não permitam boas associações ou que não venham "embalados" pela música, podem ser memorizados pelo método da repetição. Lembra como você aprendeu tabuada? Pois é assim mesmo. Quanto mais você repete uma informação (que tanto pode ser uma informação científica como um conceito moral) mais ele penetra no subconsciente. É justamente por isso que os métodos de auto-hipnose recomendam "formulações" insistentes e sistemáticas sobre alguma coisa que você quer que seja verdade.

Repare que você amarra o cadarço do sapato, naturalmente, "sem pensar" como deve fazê-lo, não é verdade? Pois bem, isto só é possível porque você "repetiu" o ato de "amarrar o cadarço" diversas vezes, até que esta informação se assentou de tal forma no seu subconsciente que sua recuperação na memória passou a ser automática.

E você pode usar este mesmo princípio para "registrar" na memória conceitos bem mais complexos, sabia disso? Um exemplo: você costuma ficar nervoso nos dias de prova. Porém só fica nervoso porque "registrou" uma associação entre prova e medo/nervosismo/insegurança etc. Se você, no entanto, "memorizar pela repetição" uma associação mais ou menos assim: prova/tranqüilidade - sempre que a palavra "prova" acionar sua memória, seu subconsciente responderá "tranqülidade" e você ficará naturalmente calmo. É incrível, mas é verdade. E, para você não pensar que isto tudo é história da carochinha, é bom ficar sabendo que alguns dos homens mais inteligentes que pisaram em nosso planeta utilizaram e atestaram a eficácia desta lição. Dentre eles podemos citar Pitágoras, René Descartes, Jung, Poincaré e o próprio Albert Einstein.

Lembre-se de que dissemos, anteriormente, que as "emoções" também são informações. Da mesma forma como as pessoas "tremem" diante da idéia de prova, podem "ficar calmas" diante da mesma idéia. Tudo é uma simples questão de treinamento.

DIFICULDADES PARA MEMORIZAR?

Uma das afirmações mais freqüentes que ouço dos estudantes é a seguinte; "—Tenho sérias dificuldades para memorizar... acho que não tenho uma boa memória."

Vou aqui então repetir o que respondo para eles, fundamentado nas mais recentes descobertas no campo da neurologia: desde que não haja uma história de doença grave (e isto é sempre diagnosticado antes mesmo de a memória fraquejar) nada justifica as dificuldades de memorização a não ser uma destas três causas:

1) Estresse - provocado principalmente pelo medo, pela ansiedade ou pelo excesso de cobrança;
2) Desinteresse pelo assunto em questão (que pode também ser provocado pelo antagonismo ou aversão ao professor, chefe ou líder);
3) Auto-estima baixa (que pode ter sido provocada pelo excesso de críticas ao seu desempenho escolar ou profissional).

O mais comum, entretanto, é encontrarmos estes três fatores associados entre si. A pessoa com a auto-estima em baixa estressa com facilidade e se torna ansioso, medroso ou, em algus casos, até mesmo agressivo. Problema de memória, no entanto, ele não tem nenhum. O que ele precisa é tão-somente ter sua auto-estima levantada. Isto aumentará seu poder de concentração, estimulará a sua capacidade de "sonhar" e sua criatividade, fortalecerá sua confiança e os problemas de memória desaparecerão naturalmente.

Muita gente ainda pensa que "concentrar-se no estudo" é despejar toda a sua ansiedade e toda a sua vontade no ato de aprender. Só que este é um erro fatal. A concentração ótima para a aprendizagem não é aquela em que a pessoa estimula o seu "estado de alerta" que faz aumentar os batimentos cardíacos, a tensão muscular, o ritmo respiratório. A concentração ótima é a concentração passiva, quando a pessoa não está "preocupada em aprender", mas sim "divertir-se com o estudo", ou, numa linguagem bem jovem, "curtir o estudo". Repare que quando assistimos um filme sobre História, aprendemos muito mais sobre o fato do que quando nos debruçamos sobre um livro, ansiosos, e tentamos decorar tudo.

"Aprender" é da natureza humana e memorizar é um ato intelectual tão natural que somos capazes de memorizar mesmo sem querer memorizar. O nosso cérebro foi criado para aprender. E não somos nós que vamos interferir neste destino; nós somos capazes de aprender tudo o que nos interessa aprender e sem fazer grande esforço para isso. Aliás, fazer esforço para aprender é um contrasenso. Ninguém tem que se esforçar para aprender. Basta ficar na sua (atento, mas relaxado) e deixar o cérebro aprender sozinho. E ele é capaz de fazer isto magistralmente por nós.

MAPAS MENTAIS

Por volta de 1970, o psicólogo inglês Tony Buzan desenvolveu uma técnica de memorização bastante eficaz conhecida por Mapeamento Mental.

Segundo Buzan, não faz sentido estudar alguma coisa e não conseguir lembrar-se dela depois. E essa "falha" normalmente acontece porque as pessoas são habituadas a fazer anotações lineares, organizadas, item por item. Porém não é assim que o cérebro funciona.

Buzan propôs aos seus alunos que "desenhassem" as informações em forma de árvores, com muitos galhos e, de preferência, bem coloridas. Esses galhos deveriam cruzar-se com outros galhos, estabelecendo assim uma espécie de "rede de comunicação" com todas as informações associadas entre si. O resultado foi o melhor possível.

A técnica dos Mapas Mentais é, hoje em dia, um dos melhores e mais eficazes recursos didáticos, principalmente no estudo de matérias discursivas. Seria uma boa pra você inteirar-se sobre esta técnica que pode melhorar bastante a sua capacidade de memorização.

Enquanto isso, aprenda que aquelas "anotações bonitinhas", lineares e organizadas que você faz no seu caderno não funcionam! Você precisa fazer anotações "expressivas" coloridas, ligadas entre si por setas e curvas, de preferência com muitos desenhos. É disso que a memória gosta!

Lembre-se: a memória tem uma predileção especial por informações extravagantes, absurdas, divertidas, grandiosas, coloridas e emocionantes. As informações lineares, banais, inexpressivas, bem comportadas e em preto-e-branco, são descartadas pela memória na primeira esquina. É assim que a banda toca.

Fonte: http://www.webcd.com.br/memorizacao/
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Estágio

quarta-feira, 12 de março de 2008


Se você quer se inscrever para estagiar na Rede Globo o link é http://zeus.e-hunter.com.br/redeglobo_estagio_sup/frameset.asp
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